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Composição das carteiras dos fundos acompanha cenário macro


Em 2012, verificou-se um aumento dos títulos privados na carteira dos fundos. já que estes apresentam geralmente risco e remuneração superiores aos dos títulos públicos, informou Funds People Portugal. A única excepção nestes últimos, são os títulos públicos prefixados e indexados a índices de preços que valorizaram devido ao recuo da taxa de juro. De facto, o volume de títulos privados na carteira dos fundos aumentou 34,4% em 2011, passando de 21,3% do património líquido total da indústria, em 2010, para 25,3%, no final do ano passado. Entre os activos, destaca-se o crescimento de 379,8% do volume de letras financeiras, que alcançou 123,9 mil milhões de reais ou 6,43% do património líquido, o segundo maior volume entre os títulos privados de obrigações na carteira dos fundos.

O resultado coloca a indústria como principal detentora desses títulos, com 83,4% do total de letras financeiras no final do ano. O crescimento do volume desses títulos mais do que compensa o recuo observado no volume de certificados de depósito bancário (CDB), recibos de depósito bancário, debentures e direitos creditórios. Apesar da queda de 2,35% do volume de CDB em 2011, estes activos ainda mantêm a liderança entre os títulos privados da classe de obrigações, correspondendo a 8,56% do património líquido total da indústria. O volume de debentures, por sua vez, recuou 1,53%. Considerando o actual limite de 20% para aquisição de activos emitidos por meio de esforços restritos, e que, em 2011, mais de 93% das ofertas de debentures foram realizadas por esta modalidade, é possível antever o potencial restritivo desta regra ao longo do tempo sobre a capacidade dos fundos aplicarem em obrigações de longo prazo, como seria desejável. Já a participação dos activos de rendimento variável (acções) recuou, passando de 18,3% para 14,8%, segundos dados do Anuário de Fundos da ANBIMA.

Em 2013, as posições prefixadas e indexadas a índice de preços tendem a manter-se atractivas, podendo vislumbrar-se uma maior participação dos títulos privados na carteira dos fundos, na medida em que cresça a sua oferta e a distribuição desses títulos se torne mais pulverizada. Já a recuperação do segmento accionista ao que tudo indica, deverá estar condicionada à redução das incertezas quanto ao cenário externo, sobretudo no que se refere à crise europeia.

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