Tags: Latam |

“2012 foi um bom ano em rendibilidades”


No caso dos fundos renda fixa índices, o principal 'benchmark' é o índice IMA-B que é composto por 15 títulos públicos vinculados à inflação (IPCA) mais juros prefixados. No ano, estes fundos tiveram uma 'performance' de 23,7%, segundo informação da BB DTVM, informou Funds People Portugal.

“2012 foi um ano bom em rendibilidades, mas devemos alertar os investidores para o risco. São dois conceitos bem diferentes e o investidor tende a olhar só para o primeiro”. Por exemplo, os fundos pré-fixados e renda fixa índice foram beneficiados com o corte da taxa de juros de referência no Brasil e com a inflação, contudo, André Abreu recorda que são fundos mais arriscados. É o caso do BB Previdenciário RF IDKA 20 Títulos Públicos, voltado para investidores institucionais e “previdenciários” que apresenta uma carteira de um único título (NTN-B) com vencimento em 2050, razão pela qual, qualquer variação que influencie este título, terá um grande impacto na rendibilidade do fundo. Para a equipa liderada por André Abreu, este é um fundo pequeno, com património líquido de 14 milhões de reais. Lançado em Agosto de 2012, apresentou ao longo do ano passado um retorno alto (11,3% desde seu lançamento) quando comparado com as taxas de juros. Porém apresenta um nível de risco elevado, ou seja, é “para quem tem estômago forte”, nas palavras do gestor. Os fundos previdenciários têm, normalmente, um segmento de cliente muito específico, os Institutos de Previdência dos Municípios e Estados da Federação.

“Os fundos de crédito privado também são interessantes no actual contexto de juros baixos e inflação controlada. O BB TOP Renda Fixa Moderado, com património líquido de 28,3 mil milhões de reais e uma rendibilidade a doze meses de 9,01%. Este fundo possui cerca de 40% do seu património líquido investido em títulos privados. André Abreu diz que este fundo teve uma boa rendibilidade com os juros anteriormente praticados e que ainda é uma boa opção para 2013.

Por último, o gestor executivo da BBDTVM diz que a taxa de juros actual de 7,25% é "um mar nunca antes navegado" e há uma tendência de queda que, na sua opinião, vai permanecer em 2013.

Lo más leído