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“Temos estratégias para capturar oportunidades tanto na moeda local quanto na moeda forte”


A outra estratégia é o Brazilian Hard Currency Bond, um fundo que investe em obrigações brasileiras denominadas em dólares e que será apresentado pelo gestor, em Lisboa, num evento a realizar pela BRAM em Lisboa.

A denominação dos activos destes produtos em moeda local ou forte é feita precisamente no sentido de desenvolver uma oferta diversificada na BRAM e acessível a diferentes tipos de investidores desde ‘retail’ a institucional. Clayton Rodrigues referiu que “temos estratégias para capturar as oportunidades tanto na moeda local quanto na moeda forte, que se adaptam ao apetite de risco/ exposição de moeda de cada investidor”.

Quanto à gestão do risco, no Hard Currency, uma vez que está exposto à moeda brasileira, “a cobertura do risco de taxa de juros (americano) é feita através da gestão ativa da duração do fundo”. O gestor acredita que “a evolução da taxa de juros norte-americana vai depender do desempenho da economia deste país e do ritmo da recuperação da atividade. Atualmente a Reserva Federal tem sustentado as taxas em níveis historicamente baixos para estimular a recuperação, através dos programas de ‘quantitative easing’. À medida que estes programas forem surtindo efeito, o efeito imediato será na alta das taxas de juros de médio e longo prazo, refletindo negativamente nos ativos de maior duração. Em 2013, estamos visualizando números mais animadores da atividade nos Estados Unidos, por essa razão decidimos encurtar a duração média do portefólio”.

No caso do Brazilian Fixed Income, a metodologia utilizada é a mesma. "Analisamos a curva de juros local, mas logiciamente levando em considerando os fatores da economia local que possam influenciar o nivel ou inclinacao da curva de juros, como nivel de atividade ou inflacao por exemplo", explicou Clayton Rodrigues.

Oportunidades nas obrigações brasileiras

Clayton Rodrigues refere que “no mercado de dívida podemos considerar que o Brasil oferece excelentes oportunidades em emissões privadas de empresas com ótimos fundamentos e níveis atrativos de yields (5,5% a.a. em média), com boas perspectivas de crescimento nacional e internacional em muitos casos. O Brasil conta hoje com empresas líderes globais em seus respectivos segmentos de atuação, como Vale e Embraer, entre outras”.

O gestor acrescentou ainda que “os fundamentos da economia brasileira, apesar do desapontamento com o crescimento nos últimos trimestres, devido a choques externos, continua com bons fundamentos e perspectivas. Níveis de dívida/PIB em níveis historicamente baixos e relativamente melhor que muitos países desenvolvidos, forte demanda interna, níveis de desemprego em 5,5%, forte fluxo de investimento direto, são alguns dos vetores que sustentam uma retomada consistente do crescimento”.

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