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Património do segmento do retalho em fundos e produtos de tesouraria soma mais de 500 mil milhões


Em 2012, o volume de recursos aplicados pelo segmento de retalho em fundos de investimento e produtos de tesouraria foi de 506,4 mil milhões de reais, o que representa um crescimento de 7,4% em relação a 2011. O número de clientes registrou a mesma taxa de crescimento, atingindo 6,8 milhões, informou Funds People Portugal.

“A ascensão das classes B (segmento intermédio do retalho, famílias com uma renda mensal superior a 4600 reais) e C (a chamada nova classe média, famílias com uma renda mensal superior a 2300 reais) e a ampliação do acesso da população aos serviços financeiros foram os responsáveis pelo resultado. Diante a estabilização dos juros, a perspectiva é que as alocações do segmento aumentem à medida que os investidores procuram uma maior diversificação e também conhecimento sobre o universo dos investimentos”, afirma Carlos Massaru, vice-presidente da ANBIMA.

De um modo geral, os dados deste estudo descrevem o perfil conservador dos clientes, com maior preferência por liquidez e rentabilidade de curto prazo. As aplicações são pouco diversificadas, em grande medida pela reduzida especialização desses clientes na gestão de seu portefólio, o que tende a alterar-se dados os esforços que estão a ser feitos no sentido de aumentar a literacia financeira dos investidores brasileiros.

Nas aplicações do segmento em fundos de investimento, há uma maior concentração nas categorias de fundos de obrigações e referenciado DI, que respondem por 49,9% e 30,5%, respectivamente. Embora ainda alta, a participação dos recursos alocados em fundos DI – assim como o número de clientes – caiu em relação ao ano passado, o que pode sinalizar a procura por diversificação de investimentos, associada ao movimento de redução da taxa de juros da economia. O segmento de retalho “alta renda”, em comparação ao retalho “normal”, apresenta uma tendência maior para fundos multimercados e acções.

No que se refere às aplicações em produtos de tesouraria, verifica-se o predomínio de certificados de depósitos bancários (CDBs), cuja participação chega a 64,6% do total desse tipo de investimento. Em seguida estão as operações compromissadas e as aplicações em activos com lastro em créditos agrícola e imobiliário. Beneficiados pela isenção tributária para pessoas físicas, o crescimento destas aplicações em relação a 2011 foi expressivo, ainda que concentrado nas principais instituições originadoras dos respectivos créditos.

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