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"Filtrar o ambiente global em estratégias da BRAM"


O 'webcast' da gestora do Bradesco (BRAM) sobre horizontes de investimento foi aberto pelo director geral da entidade, Joaquim Levy. "Mais que uma conferência e apresentação de dados económicos, pretendemos que esta iniciativa seja uma conversa que nos aproxime com os nossos clientes e potenciais investidores no Brasil, Portugal e outros países da Europa, em que tentamos filtrar o ambiente global nas várias estratégias da BRAM".

O ano de 2012 foi muito positivo para esta gestora, que tem 287 mil milhões de reais sob gestão, provenientes, principalmente, dos segmentos 'corporate' e institucionais. Na abertura do 'webcast', Joaquim Levy referiu, também, que a classe de activos de obrigações é ainda muito predominante no Brasil, mas que 2013 traz muitas perspectivas positivas para as acções, especialmente se as empresas brasileiras consolidarem o seu crescimento.

Fundos de obrigações e multimercados

Da equipa de obrigações falaram o gestor responsável, Reinaldo Le Grazie e outros gestores de fundos desta classe de activos, sublinhando os principais desafios para este novo ano em que as taxas de juro, tanto no longo como no curto prazo, estão baixas, assim como o crescimento brasileiro. Segundo este gestor, "o grande desempenho dos títulos de dívida (fundos de obrigações) em 2012 não se deverá verificar, de forma tão positiva em 2013. Ou a verificar-se o movimento não será mais numa só direccão". As estratégias da BRAM neste cenário passam por aumentar o risco, de forma a obter um retorno superior. Reinaldo salientou o risco de mercado, em que se verificará a aquisição de títulos mais longos, o risco de crédito, em que serão contempladas novas opções de sector, 'rating' e instrumentos, o risco geográfico-sectorial, em que pela via da diversificação de divisas e activos estrangeiros se tentará alcançar rendibilidades atractivas, e o risco liquidez. "A este foi dada pouca importância nos últimos anos", mas hoje "determina, de certo modo, o prémio", explicou o gestor responsável da equipa de obrigações que falou, ainda, em clareza de objectivos e mandatos de rendibilidade e risco com diálogo transparente com o investidor, na grande disciplina que deverá existir nos fundos 'low volatility' para obter retorno adicional com o estreitar da margem de risco e na flexibilidade de alocação nos fundos com maior volatilidade (fundos multimercados) para responder a movimentos mais curtos.

A estratégia de 'stock picking'

Herculano Alves, gestor responsável pela equipa de acções, falou da importância da selecção de empresas para validar as teses de investimento. "Os desafios e oportunidades em acções para 2013 passam pela recuperação gradual da economia nos EUA e na Europa, pelo sector das 'commodities' com o crescimento da economia chinesa que deverá trazer estabilidade aos preços. O cenário brasileiro, com um crescimento de 3% do PIB, com mobilidade social e expansão do crédito deverá impulsionar os sectores do consumo (alimentação é uma das apostas da BRAM) e infraestrutura, sector relativamente ao qual, Herculano refere ser "imprescindível para manter o crescimento futuro". Na BRAM há uma preferência por empresas com exposição ao mercado doméstico, onde os juros estão historicamente baixos e a taxa de desemprego em mínimos históricos. Quanto a riscos, este gestor responsável referiu a ruptura da Europa, apesar de não acreditar nesse desfecho, e o cenário brasileiro de fraca recuperação da economia, inflação e intervencionismo.

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