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Claritas afirma-se como uma gestora alternativa para o investidor brasileiro que não tolera riscos elevados


Uma das gestoras de recursos que têm crescido no segmento de aplicações moderadas é a Claritas. Criada em 1999 como uma das primeiras gestoras independentes do Brasil, a empresa administra actualmente cerca de 3,9 mil milhões de reais. Na última década, a Claritas conseguiu destacar-se oferecendo opções de investimentos que diferenciadas das disponíveis nos grandes bancos de retalho e que ganharam adeptos com o actual ambiente de juros baixos e bolsa volátil, segundo informação publicada recentemente na InfoMoney.

Os principais fundos da empresa, abertos a pequenos investidores, possuem estratégias mais conservadoras e uma gestão de risco considerada “muito boa” pela agência de classificação Austin Rating. Isso justifica que a Claritas tenha vendido, no ano passado, 60% de seu próprio capital à Principal, uma gestora de recursos norte-americana especializada em produtos de previdência e com 390 mil milhões de dólares sob gestão. No Brasil, a Principal também é accionista da BrasilPrev, a empresa de previdência privada do Banco do Brasil. Como se sabe no mercado, as empresas que administram produtos reforma são tradicionalmente mais cautelosas que a média.

O maior fundo gerido pela Claritas é o Claritas Long Short FIC. Para o gestor, não interessa se a bolsa vai subir ou cair nos próximos meses, porque não há uma exposição direccional ao mercado. Os participantes do fundo vão ganhar dinheiro se as posições longas tiverem um resultado melhor do que as curtas, e vice-versa.

Para a construção da carteira, o gestor analisa as perspectivas de cerca de cem empresas à procura de acções com preços distorcidos. Quando julga que algum título está demasiado barato, o gestor compra. Por outro lado, se acredita que o preço está exageradamente elevado, o fundo aluga uma acção, vende no mercado e aplica o caixa em CDI, com a expectativa de que possa usar o dinheiro para recomprá-la no futuro por um preço menor. No total, o Claritas Long Short costuma ter entre 40 e 60 posições longas ou curtas.

Apesar de investir em acções, o fundo tem como meta bater o CDI, e não o Ibovespa. Segundo Carlos Ambrósio (na foto), CEO da Claritas, o fundo não costuma ser uma boa opção de investimento em anos em que a Bolsa sobe muito – nesses casos, é melhor estar comprado em Ibovespa – ou cai vertiginosamente – momento em que nada costuma ser melhor que obrigações. “Para quem acha que o mundo não vai acabar e quer uma exposição de baixo risco ao mercado de acções, este é um fundo bem interessante. Num ano em que o Ibovespa apresenta altas ou quedas de até 10% ou 15%, é grande a oportunidade de um ‘long and short’ conseguir superar o mercado”, diz o CEO da gestora.

Outra opção de risco moderado oferecida pela gestora é um fundo multimercados, o Claritas Institucional FIM. Este tipo de fundos tem a vantagem de poder ganhar em qualquer cenário de mercado, porque o gestor tem mais flexibilidade na selecção dos activos para investimento. O Claritas Institucional FIM pode ser considerado um multimercado de risco mais baixo porque não faz operações alavancadas, não monta posições vendidas, não faz ‘day trade’, não opera no exterior e investe no máximo 10% do património em acções. “É um fundo com baixa volatilidade, que tem como objectivo alcançar um retorno dois ou três pontos percentuais acima do CDI anual”, disse Damon Carvalho, responsável pelo fundo, à InfoMoney.

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