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Capital Criativo aposta em rede atlântica com Brasil para dinamizar investimentos


“Para nós este investimento no Brasil também é estratégico no sentido de criar um modelo de plataforma, de expansão do nosso portefólio, que alargue também o leque de investidores possíveis”, afirmou Nuno Gaioso Ribeiro, presidente do conselho de administração da Capital Criativo, à Funds People Portugal.

Trata-se de uma aceleradora de empresas, onde a sociedade portuguesa está qualificada como operador internacional, sendo que o objectivo é poder “apoiar algumas empresas na expansão internacional para cá e ter acesso ao ‘pipeline’ para segundos ‘rounds’ que se façam”, explicou. O projecto vai arrancar em Janeiro e começará com 15 empresas, para o primeiro ciclo de 24 meses, podendo haver projectos portugueses a candidatarem-se a um lugar na Acelera Rio.

Para a Capital Criativo, ter um plataforma operacional no Brasil e uma presença organizada e sistemática naquele mercado possibilita oferecer às sociedades portuguesas e brasileiras “a utilização dos dois mercados [...] para jogarem conjugadamente”. É esta “capacidade de ter uma rede atlântica Portugal Brasil que é virtuosa, quer para os nossos investimentos em empresas portuguesas, quer em empresas brasileiras. E achamos que isso é um diferencial competitivo, um factor que é interessante para nós e para o nosso modelo de negócio, e que pode ser interessante para os investidores”, salienta.

Expansão da Events by Tlc e carteira do fundo quase fechada

Na carteira do fundo Capital Criativo I há quatro empresas que estão no Brasil, sendo que a Cortex fez o movimento inverso, de lá para cá. Trata-se de um prestador de soluções globais na área de inteligência de mercado, do qual foram adquiridos 40% e que representou um dos dois mais recentes investimentos.

O outro foi a Events by Tlc, onde o fundo de ‘private equity’ passou a deter 31,2% do capital; é uma empresa que organiza eventos corporativos à escala mundial, os quais têm um processo decisório que passa pela criatividade da organização e também pela localização, e que oferecia como destino Portugal.

O objectivo é intervir “numa dupla vertente, na expansão internacional e no aumento de portefólio, de oferta”, referiu Pedro Figueiredo, sócio da Capital Criativo e administrador da Events by Tlc. Ou seja, por um lado, poder complementar a oferta de eventos no mercado nacional com eventos individuais, para grupos mais pequenos, ‘tailor made’ e, por outro, dar mais localizações, o que numa primeira fase passou pelo Brasil, “mas que pode estender-se a outros mercados”, explicou.

O plano de negócios para os próximos cinco anos “prevê mais do que duplicar o volume de negócios actual da sociedade”, que é de cerca de cinco milhões de euros. Pedro Figueiredo adianta que o primeiro ano será de consolidação do projecto em termos de reforço de equipas, de aumento do investimento em termos de penetração comercial, para ir captando um conjunto de eventos, e ainda de “criação de novas áreas de negócio, como o turismo de luxo, e há ainda uma sub-área dos eventos que vai ser fortalecida que é a dos congressos”.

Com um total de cinco empresas no Capital Criativo I, Nuno Gaioso Ribeiro adianta que a carteira do fundo ficará fechada com mais um ou dois investimentos, que espera poder concretizar ainda este ano. Estão dois em análise, “ambos ligados à inovação, um mais na área de serviços e outro mais na área industrial”.

No segundo fundo vai ser retomado o processo de ‘fundraising’, que já tinha sido iniciado e que esteve entretanto suspenso, sendo o objectivo de arrancar para o ano, com um montante um pouco superior ao primeiro.

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